terça-feira, 19 de abril de 2011

Crianças indígenas

   É outono e está nublado...Não fosse domingo, não estaríamos na rua, mas elas estão: cinco meninas indígenas, possivelmente da tribo kaingang, prenchem o vazio do parque com uma bela canção. No Brasil, onde tribos foram dizimadas, nos resta essa imagem de beleza e pobreza: por um lado, uma cultura que tenta resistir ao tempo e à fome e, por outro, a carência de cinco rostinhos sujos e corpos maltrapilhos. Será este o índio brasileiro?
Ana dos Santos

(texto publicado na agenda poética Livro da Tribo 2011, confere!)

domingo, 10 de abril de 2011

poética fluminense

Sou matéria da eternidade
Sou de Deus
e não da cidade
Minha alma está viva e arde
Ainda bem que não é tarde
"...Viver é perigoso..."

Ana dos Santos

escadaria de Santa Tereza, Rio de Janeiro

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Baía de Guanabara

A sombra da tua mancha
ainda é dia
A linha vermelha
e a linha amarela
se confundem
com o sol
Verão outonal
frio de primavera.

Ana dos Santos
poemas colados em Santa Tereza, Rio de Janeiro.