sábado, 25 de agosto de 2018

Mulher Negra na Casa Baka
A primeira oficina de agosto da Casa Baka [Mulher Negra, Meu Corpo, Minha Voz] nos deixou instigados a continuar o debate sobre a presença e a representatividade da mulher negra na literatura brasileira.
Agradecemos imensamente à professora e escritora Ana Dos Santos por compartilhar em nosso espaço parte da sua pesquisa e estimular esse debate tão rico e, infelizmente, ainda pouco visibilizado em espaços culturais. A história da literatura produzida por mulheres negras é a história dos excluídos pelo sistema [social, político, cultural] e vem ganhando espaço recentemente no âmbito acadêmico.
Estamos convictos de que há muito a ser explorado neste campo de debate e, como sempre, estamos abertxs ao diálogo e dispostxs a oportunizar novas redes de reflexão na Casa Baka!!!
Em destaque: a escritora brasileira Carolina de Jesus (1914-1977).
Dediquei minha Menção Honrosa de Poesia para Marielle Franco, um poema negro! (Prêmio Lila Ripoll 2018 da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul)

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

MEU POEMA GANHOU MENÇÃO HONROSA NO 13º PRÊMIO LILA RIPPOL DE POESIA !!!
A entrega da premiação ocorrerá na noite de 15 de agosto no Solar dos Câmara e será precedida da realização de um sarau especial. As poesias vencedoras serão publicadas pela Assembleia Legislativa, sob forma de separata, e distribuídas gratuitamente na Feira do Livro de Porto Alegre.

                                                                                foto: Glauber Cruz

ENTREVISTA PARA A CADEIRA DE CIBERJORNALISMO DA UFRGS:
ENTRE A ESCRITA E A LUTA matéria de Thayse Ribeiro
A resistência negra na Literatura Brasileira
https://literaturanegrapoa.wordpress.com/
 

quinta-feira, 19 de julho de 2018

LENDO MULHERES NEGRAS

Carolina Maria de Jesus e a “refavela”: a literatura periférica no currículo e a cultura afro-brasileira na sala de aula. Identidade e pertencimento. - Ana Dos Santos | SANTOS, Ana Paula Freitas dos. (RG)

Resumo: O presente trabalho relata a realização de uma intervenção pedagógica realizada junto a uma turma de Ensino Médio de uma escola pública estadual do município de Porto Alegre, cuja temática foi a discussão sobre os conceitos de raça, etnia e empoderamento a partir de estudos acerca
da escritora negra Carolina Maria de Jesus no currículo regular da disciplina de Literatura. A intervenção foi desencadeada tendo como base as proposições do Curso de Aperfeiçoamento UNIAFRO: Política de Promoção da Igualdade Racial na Escola – 3ª ed., oferecido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) através do Centro de Formação de Professores (FORPROF) no segundo semestre do ano de 2016.

Palavras-chave: Afrobetização. Carolina Maria de Jesus. Cultura Afro-brasileira. Currículo. Empoderamento. Etnia. Lei n.º 10.639/03. Favela. Identidade negra. Literatura Afro-brasileira, Literatura Periférica. Pertencimento. Raça.

Disponível em: http://www.copenesul.com.br/ANAIS%20COPENE%20SUL%202017.pdf

Blog http://anitamorango.blogspot.com/

 
Oficina de escrita criativa MULHER NEGRA, MEU CORPO, MINHA VOZ
Dia 04 de agosto de 2018 - 15h-18h
Casa de Artes Baka
Inscrições pelo evento no Facebook https://www.facebook.com/events/400498907108669/permalink/410757189416174/

sábado, 30 de junho de 2018

POESIA SEM MEDO - EDIÇÃO ERÓTICA - Poetas do Tietê e Slam do Grito
MEU POEMA VESTIU UMA CAMISETA E SAIU POR AÍ....



sexta-feira, 8 de junho de 2018

“NAQUELE TEMPO DO JULINHO...”
Meu primeiro dia no Julinho foi inesquecível! Eu vinha de uma escola pequena, com poucas turmas, e agora estava eu ali diante daquele mar de gente! Jovens de todas as idades, de várias tribos! Um colégio enorme e fascinante!
Fiz logo várias amizades e encontrei em outras turmas, colegas da outra escola. Nos períodos de Artes também estudávamos com outras turmas e daí surgiram vários talentos: desenho, escultura, xilogravura, violão... Tinha uma oficina de teatro e um grupo de alunos formou um grupo de dança! O colégio respirava arte! Tinha uma banda marcial e vários esportistas que disputam campeonatos. Também tinha um centro de tradições gaúchas.
Mas o que me atraiu mesmo foi o Grêmio Estudantil. Um local colorido, cheio de cartazes, poemas, música. O começo da descoberta da cidadania! Aos poucos fui me enturmando e descobrindo a tradição dessa escola na luta pelos direitos estudantis! Poderíamos fazer uma carteira que dava descontos no cinema, teatro, shows, além da passagem do ônibus. Também descobri que havia outras entidades estudantis que tinham interesses diversos dos nossos.
Eu queria participar mais da vida política, mas com apenas 15 anos teria que esperar para fazer meu título de eleitor aos 16 anos. Foi nessa época que comecei a seguir um partido que motivou minha luta. Também foi também nessa época que algumas escolas sofreram uma intervenção em suas direções, pelo governo do Estado. E nós, estudantes fomos às ruas reivindicar as eleições e a democracia.
Foi um acontecimento marcante em minha vida: eu e uma colega estávamos à frente da passeata carregando a faixa da escola. Fomos caminhando até o Colégio Parobé e junto com o grêmio deles fizemos uma corrente humana em volta do prédio para impedir a entrada do novo diretor.
Nossa surpresa foi que a própria Secretária de Educação chegou junto com a polícia de choque! Sem dizer uma palavra, ela deu um soco na aluna que estava na porta e logo em seguida a polícia começou a bater nos alunos...Tudo foi muito rápido e acabamos todos machucados e chorando de medo...Dali fomos pra uma delegacia registrar uma ocorrência e fazer um exame de corpo delito. Um advogado abriu um processo contra o Estado e a audiência ocorreu na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. Infelizmente, ninguém foi punido...
Voltando aos estudos, o segundo ano foi um divisor de águas entre os alunos...alguns abandonaram a escola, outros foram trabalhar. Todos ficaram de recuperação nos exames finais, e poucos passaram para o terceiro ano.
As amizades se consolidaram, e era comum visitarmos os ex-colegas nos outros turnos. As meninas dividiam confissões, dúvidas e entusiasmo com as primeiras paixões. Muitos namoros começaram com a promessa de ser “para sempre”.
Fiz meu primeiro estágio e tive a emoção de receber meu primeiro salário! Muitos não sabiam que profissão seguir, nem se fariam vestibular...Mas todos respiraram aliviados em terminar aquele ano e o “segundo grau”. Trocas de telefones e mensagens na camiseta da escola ainda estão entre os meus pertences!
E quando toca aquela música do Nelson Coelho de Castro, eu sinto o que todo ex-juliano sente: saudades de uma época da vida onde os sonhos são tantos, que o tempo passa sem a gente perceber:
“Aquele tempo do julinho, né?
Eu jamais vou me esquecer...”
Ana Paula Freitas dos Santos (ex-aluna)

terça-feira, 29 de maio de 2018

MAIO, MÊS DAS FLORES - Lima Barreto
Tem poema meu abrindo capítulo do romance "Elefantes têm medo de formigas" da escritora paulista Marah Mends pela editora Martins Fontes, vamos fortalecer as escritoras!!!
A DOR VEIO EMBRULHADA NO PAPEL DE PRESENTE DO AMOR. Ana dos Santos
E a Escola Municipal Teutônio Vilela de Guaíba - RS realizou através das Professoras Irlanda Gomes e Eloísa Paixão o projeto "O gosto pela leitura" onde os alunos pesquisaram a biografia de escritores negros. Meu nome está lá entre Oliveira Silveira e Conceição Evaristo, e o melhor, na sala de aula que é meu local de trabalho  e realização. Esse é o poder eternizante da Literatura!