terça-feira, 3 de julho de 2012

erótica

...você deixou
um roxo
na minha coxa,
seu moço,
mancha que não sai...

Anita Morango

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Achados e perdidos...

video
Abertura do Sarau de inauguração do Espaço A.G.U.IA.S. - AmiGos Unidos Incentivando as ArteS

sexta-feira, 4 de maio de 2012

sábado, 7 de abril de 2012

Não sei o que sinto por ele...



  Não sei o que sinto por ele...Ou sei e não consigo admitir, então meu desejo às vezes vira repulsa e tento lhe pôr um defeito para pensar. Aliás, a principal barreira é a idade dele. Ele é mais ou menos trinta anos mais velho que eu. Ao mesmo tempo isso é excitante...Ele não aparenta a idade que tem. Quando consigo lhe observar sem ser notada, vejo o lindo homem que já foi quando jovem.
   O sorriso é pleno e seduz, os dentes bem cuidados me sugerem a voracidade que oculta em seus gestos delicados e gentis. Ele é um gentleman, um cavaleiro. Quando fala, suas palavras são macias ao ouvido. A boca é levemente carnuda e vermelha, os olhos são lindos, esverdeados, brilhantes.
   O corpo está em boa forma, ele é forte, tem pernas bem torneadas. Acho que estou precisando levar umas palmadas do papai...Eu me faço de desentendida, distraída. Pareço ser um pouco arrogante e que não estou nem aí pra ele. Ele começou a agir como eu, para disfarçar seu desejo, porque sim, ele me deseja.
   Mas ao mínimo descuido, de que possa estar caindo em sua sedução, ele volta a me cortejar. Basta um cruzar de pernas, uma empinada de seios, que realça minha cintura e quadris, sinto o tesão dele subir pelo pênis e saltar pelos olhos. Olhar que me penetra.
   Então dentro do que as formalidades nos permitem, lhe dou um longo aperto de mão, onde consigo sentir seus grossos dedos apertando minhas nádegas, minhas coxas e entrando vagina adentro.
   Tento imaginar como deve ser na cama. Deve ser experiente, pois é muito seguro e exala sensualidade. Talvez eu ficasse tímida, só pra aprender mais e me permitiria realizar todos seus desejos mais perversos. Papai e mamãe? Não, papai e filhinha! Melhor, professor e aluna. Nota 10!

ANITA MORANGO

quinta-feira, 8 de março de 2012

Miniconto Erótico



NO DENTISTA


  Cheguei no dentista cheia de más intenções. E parece que ele leu meus pensamentos, e me comeu. Ops! Me examinou! Enfim, fui ao dentista, e me sentei e deitei naquela cadeira interessante.
   Ele se aproximou e vupt! : inclinou a cadeira para trás. E depois foi subindo a alavanca e eu sentindo que o pau dele ia subindo também. Simpático esse dentista! Regulou a cadeira na altura do pau...hum...fiquei excitada!
   Bom dia, boa tarde, vamos ser formais (é mais excitante disfarçar que nada está acontecendo). Só o branco do consultório e o cheiro de limpeza e assepsia dos materiais. Nossa! Ele tem mãos enormes! E começa a vestir aquelas luvas transparentes, que mais parecem “camisinhas de dedos!” Ai! Ele vai enfiar aquela mãozona na minha boca! Ui!
   -Pois é senhorita, você tem dentes bonitos e saudáveis, mas há uma cariezinha ali, outra aqui, e ui!- ele encosta o cotovelo no meu seio-fiquei molhadinha!
   Os dedos dele roçando meus lábios, dá vontade de chupá-los um por um...Seguro a língua lá no fundo, mas ele me pede para abrir mais a boca...Assim não dá!
   Por trás da máscara aqueles olhos me comem, abri toda a boca, língua pra fora, relaxei e...
quem gozou foi ele: um jato dӇgua em minha cavidade bucal!

ANITA MORANGO
   

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

da série "ESTÓRIAS MAL CONTADAS"

   Era uma vez um velhinho andando sozinho pelas ruas de Aparecida. Ele carregava um guarda-chuva e olhava a sua volta com esperança de encontrar alguém conhecido. MAS ISSO FOI EM OUTRO TEMPO...
   Era uma vez uma moça, ela era balconista de uma loja de roupas e olhava com esperança para a rua como se fosse acontecer alguma novidade. MAS ISSO SERÁ UM OUTRO TEMPO...
   Era uma vez um escritor, a procura de personagens para contar uma história. Ele olhava atentamente para dentro de si a procura de alguma idéia. Talvez uma experiência, uma vivência. E a sua volta tudo parecia estar procurando uma razão de ser. E ESSE ERA O TEMPO DE NADA ACONTECER.

Ana dos Santos

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

da série "ESTÓRIAS MAL CONTADAS"


18:30. Agora não dá mais tempo. Estou atrasada pra hora marcada. Não dá mais tempo de fingir tranqüilidade, saio e coloco os pés nas ruas da cidade. Essa cidade desconhecida. Desconhecida e tão íntima. Velha conhecida. Ando em passos leves, um pouco apressada. Presto atenção nos detalhes da calçada.
   Estou indo encontrar um ser. Um ser que muito me marcou, me abalou. Abalou com minha desestrutura e me reconstruiu novamente.
   O outro. Só com o outro mais próximo é que me encontro e me vejo como realmente sou. Como realmente sou...
   Impossível, impossível captar este momento: ser em plenitude. Eu sou aos pedaços. Mas agora, neste momento de tensão, eu sinto cada parte do meu corpo. Muito viva. Atenta,alerta.
  E de sentir muito, eu não sinto nada. Eu sinto como se o corpo andasse e a alma vagasse bem longe de mim. Como uma pipa. Me sinto uma pipa. E logo ao reencontrar o rosto conhecido, a pipa é puxada de volta ao corpo.
  
   Fui, vi e fui vencida. Vencida por ele, ou por mim mesma? Vencida pelo que fui com ele: quase total. Vencida pelo o que ele foi comigo. Vencida pelo que fomos juntos, vencida pelas trocas que fizemos. Osmose total. E agora, que ele passou por mim e eu passei por ele...preciso urgentemente me reencontrar.

Ana dos Santos