terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Poetisa Flor

A Verdade é o Amor.
Eu sou poeta trovador!
Às vezes a vida
me arranca palavras
e eu as torno macias
transformo em poesia!
Alivio a dor com amor,
rimo sofrimento
com contentamento,
e assim sou
poeta e ator!

Ana dos Santos

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Prazer

Me guia com tuas mãos 
pelo percurso
do teu
prazer
Me prende com tuas pernas
na prisão
da nossa dor
Então me liberta
com teu amor
no abismo do renascer
Eu queria te falar
do gozo que é te amar
mas pra ser bom
tem que doer
e é difícil te dizer
Então é melhor
sentir.
Anita Morango

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Palavras

Com as palavras
aprendi a fazer mantras
a desdobrar o tempo
e projetar o espaço
Dou ordens de comando
e desmando certas ordens                                              
Reinvento o passado
e altero o futuro.
Só com palavras.
Com as palavras
dou a luz
com os verbos
atualizo a carne
com os nomes
faço poemas de amor
Tiro leite das pedras
e flores das mãos.
Só com palavras.

Ana dos Santos

                                                                                                  

terça-feira, 13 de setembro de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Parto

Parto
Eu me parto
em dois
Eu parto
de um porto seguro
para um amor
desconhecido
Partilho
com o mundo
esse presente
divino
Participo
da vida
como deusa
da criação
Meu filho é meu melhor poema!

Ana dos Santos

Guilherme chegou no planeta dia 14!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

MÃE



MÃE

para Elisa Lucinda

A mulher é
a primeira morada da humanidade
o barco de navegar
chegar e partir
milagre da vida
perfeição da ciência
mantenedora da espécie humana
transbordando água, leite, amor
dividindo-se em dois, três, quatro seres
amando mais do que sabia amar
Ela dá a luz
incessantemente
para homens e mulheres que habitam o seu ventre
e às vezes partem
sem agradecer...
Padecer no paraíso?
Todo amor é assim:
tem dor no meio
no meio das pernas
e o coração...
Ser mãe é mais que vocação!
É doar sem esperar de volta;
carinho, educação e pão!

Ana dos Santos

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Medicina Alternativa

Eu tomo nove comprimidos por dia
Analgésicos para a alma
Relaxantes para a dor
Estimulantes da vida
Comprimidos com desgosto
Gotas de ânimo
Pílulas de amor
Sonhos encapsulados
Nove chances de tentar encontrar
a paz interior!

Ana dos Santos

Ipanema - Rio de Janeiro

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pulso

Perto da pulsação
suporto a dor e o prazer
o coração
perto de desfalecer
depois da desilusão

Perto da pulsação
a pele não resiste
o músculo cede
o nervo explode
perto da pulsação

O gene da vida
e o sopro da morte
As batidas do coração
são mais fortes
que a pressão
longe da pulsação...

Ana dos Santos
Lapa -Rio de Janeiro

terça-feira, 10 de maio de 2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

Crianças indígenas

   É outono e está nublado...Não fosse domingo, não estaríamos na rua, mas elas estão: cinco meninas indígenas, possivelmente da tribo kaingang, prenchem o vazio do parque com uma bela canção. No Brasil, onde tribos foram dizimadas, nos resta essa imagem de beleza e pobreza: por um lado, uma cultura que tenta resistir ao tempo e à fome e, por outro, a carência de cinco rostinhos sujos e corpos maltrapilhos. Será este o índio brasileiro?
Ana dos Santos

(texto publicado na agenda poética Livro da Tribo 2011, confere!)

domingo, 10 de abril de 2011

poética fluminense

Sou matéria da eternidade
Sou de Deus
e não da cidade
Minha alma está viva e arde
Ainda bem que não é tarde
"...Viver é perigoso..."

Ana dos Santos

escadaria de Santa Tereza, Rio de Janeiro

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Baía de Guanabara

A sombra da tua mancha
ainda é dia
A linha vermelha
e a linha amarela
se confundem
com o sol
Verão outonal
frio de primavera.

Ana dos Santos
poemas colados em Santa Tereza, Rio de Janeiro.

domingo, 27 de março de 2011

O Rio de Janeiro continua sendo...

Chove no Rio
e eu choro um rio
de lágrimas
Minha alma encharcada
se dilui no cordão
da calçada
Vejo teu rosto
refletido na poça
que fossa...
Estou sem sombrinha
e sozinha
demoro mais na chuva
para me inundar
Para desabar
para desaguar
no mar.

Ana dos Santos

Poema colado nos Arcos da Lapa

O meu caminho pelo mundo, eu mesmo traço!

Voltando ao Rio de Janeiro, fechando um ciclo de saraus, perfomances, poemas em cartões e colados em paredes. Confraternizando com poetas independentes, músicos, bailarinos e atores. Viva a poesia!!
Todos os dias,
no café da manhã,
eu como o pão de açúcar
com o meu olhar...
Que despertar!

Ana dos Santos


Poema colado na rua Farme de Amoedo, Ipanema.                                                            

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Ilusão de carnaval

De madrugada
o galo cantou
e ele chegou,
com passos firmes
e cambaleantes
mas deitou na cama
e sonhou...
com o carnaval de ilusão
que já passou
e de amor
nada restou
só dor...

Ana dos Santos

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Três da tarde

Dizem que são
três da tarde
E eu já morri tantas vezes
por amor...
Dizem que são
três da tarde
E meu coração
é de fibra
  de corda
  de aço
e de seda
Dizem que são
três da tarde
e eu vou amar
de novo
e renascer
às três da manhã.

Ana dos Santos

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Poeta

O poeta

O poeta ri do mundo
ri com o mundo
e o mundo ri dele
Ninguém entende a graça do poeta
Ele está em estado de graça
Ele está de pirraça
com tudo que está estabelecido
mantido
estagnado
O mundo está parado
e o poeta não tem tempo
Ele vive em outro tempo
e se pergunta quando será
o tempo
dos homens e poetas
rirem juntos!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Na hora da razão...

Deus me fez forte
muito azar e pouca sorte
Deus me fez de ferro
na boca do estômago
seguro um berro
Armadura de bronze
Casca de quitino
Na hora da razão, desatino!
Escudo de São Jorge
contra o fogo de dragão
Viver é lutar
pela minha preservação
no meu país
na minha cidade
montar as muralhas
do mar que invade
corroendo e enferrujando
o vento vai me moldando
Erosão do solo bom
Manter os pés no chão
Na hora da razão, desatino!

Ana dos Santos

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Novo Poema Novo

Salvar os poemas
para me salvar
Deletar os esquemas
e os clichês
que muitos insistem em usar

O poema salvou
meu dia
gravou
minha alegria
no arquivo feliz!

No mar de ilusão
me salvo
na bóia das palavras
que os poetas eternos
souberam arquitetar

Escrever mais poemas
para não naufragar
Velejar na poesia
desentortar o ferro
e beber chuva de estrelas.

Ana dos Santos


(vídeos -portraits de Robert Wilson)