domingo, 9 de abril de 2023

 FÓRUM SOCIAL MUNDIAL: UM NOVO MUNDO É POSSÍVEL!


Participe do @forumsocialmundial2023 !
Painel: Sororidade na Literatura Brasileira
Dia 23/01/23, 15h, no YouTube do Canal Sororidade
@canal_sororidade
@solfigueiredo_oficial
@margareteprado6280
@ana.flordolacio
#literaturabrasileira
#sororidade
#forumsocialmundial2023

GENTE DE PALAVRA - HOMENAGEM À POETA LÚCIA HELENA DOS SANTOS


ACADÊMICOS DA ORGIA EXALTA OLIVEIRA SILVEIRA, O POETA DA CONSCIÊNCIA NEGRA


MARÇO MULHER

EXPOSIÇÃO ESCRITORAS NEGRAS NO INSTITUTO FEDERAL DE ALEGRETE


Abrindo os trabalhos do Março Mulher, estou em exposição no Instituto Federal de Alegrete. Prestigiem!!!

Olá, neste 8 de março, às 10h15, estarei na mesa "Mulheres que escrevem, Mulheres que publicam" no Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

TRILHAS CULTURAIS DA LESTE


Do útero ao lápis - encontro cultural com Fátima Farias e Ana Dos Santos - Trilhas Culturais da Leste

CANAL SORORIDADE NA ONU MULHER - ONGS DA COMISSÃO DE STATUS DAS MULHERES

"TRAVESSIAS DE AMANAÃ" NA BIBLIOTECA PÚBLICA ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL


#Repost @bpe.rs
Dicas de Leitura
CLUBE DE LEITURA BPE
"Travessias de Amanaã" — de Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha, Taiasmin Ohnmacht — é um desses livros que evocam sentimentos, reflexões, dor e renascimento.
Mulheres são, a priori, entidades. unidas, são força real; irmanadas na luta, pólvora; coesas em arte, deusas em ebulição. Amanaã é um ser intuído pelo poder de seis mulheres negras. Uma energia que passa de raiz a semente. O livro reúne textos, poemas e reflexões das seis autoras, em uma construção coletiva de mulheres inspiradas em suas vivências, assim como Conceição Evaristo e Maria Carolina de Jesus.
Boa leitura!
#cultura #maiscultura #novasfaçanhasnacultura #BPE #clubedeleiturabpe

I JORNADA LITERÁRIA DE ALEGRETE - CONSTRUINDO CAMINHOS PARA UMA CIDADE LEITORA



SEMANA ACADÊMICA DA LETRAS/UFRGS - O FUTURO PROFISSIONAL DE LETRAS: DESAFIOS PARA A PERMANÊNCIA 




𝑸𝒖𝒆𝒎 𝒔𝒂̃𝒐 𝒂𝒔 𝒂𝒕𝒊𝒗𝒊𝒔𝒕𝒂𝒔 𝒇𝒆𝒎𝒊𝒏𝒊𝒔𝒕𝒂𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒍𝒖𝒕𝒂𝒎 𝒑𝒆𝒍𝒂𝒔 𝒎𝒖𝒍𝒉𝒆𝒓𝒆𝒔 𝒆 𝒎𝒆𝒏𝒊𝒏𝒂𝒔? Ela na luta!
Hoje finalizamos nossa campanha com a mesma pergunta: Quem são as ativistas feministas?
Durante o mês de março apresentamos ativistas que marcam a luta feministas das mulheres prostitutas, indígenas e Trans e não conseguimos seguir com o nosso objetivo de trazer mais duas ativistas gaúchas.
Seus currículos são intensos mas queremos conhecer suas histórias na luta Feminista, momentos, construções, desafios e detalhes.
Em nossas pesquisas encontramos entrevistas, matérias, programas, publicações, projetos e participações, mas nada que detalhasse suas trajetórias pessoais.
Trazer as histórias de luta Feminista da Inclusiva Telia Negrão e Ana dos Santos nos deu a certeza que está campanha precisa continuar e registrar essas lutas de uma mulher negra, professora, escritora e poetisa e de uma mulher que fez da sua vida muitas décadas dedicadas à luta por direitos das mulheres e a construção de uma ong feminista a primeira do país.
Mulheres escrevam e deixem suas histórias Feministas registradas para não sermos apagadas e silenciadas.
Suas histórias precisam ser contadas e deixadas para as nossas!
#HistoriasContadas
#FundoElas
#Inclusivaas
#elasnaluta



domingo, 8 de janeiro de 2023

 

Quais são as conquistas das mulheres ao longo da história (entrevista que concedi ao portal Elas que lucrem)Eduarda Esteves

Ana dos Santos é escritora e professora
Especialistas explicam que mulheres já conquistaram muitos direitos, mas desafios contra a violência e por igualdade entre os gêneros ainda são muitos

Um levantamento divulgado em 2019 pelo Datafolha mostrou que apenas 39% das mulheres brasileiras se consideram feministas. O número ainda é considerado baixo, já que entre as principais bandeiras do feminismo está a defesa dos direitos da mulher com base na ideia de igualdade entre os gêneros. Apesar do movimento feminista ganhar mais evidência nos últimos anos, ele não é novo.

Mas para entender a importância do feminismo para a garantia dos direitos da mulher, é preciso voltar um pouco no tempo e preencher a lacuna da desinformação a respeito do que é o movimento e qual é o seu papel na sociedade.

Não há uma data exata de quando surgiu o feminismo, mas 1791 é um ano importante. Isso porque a francesa Olímpia de Gouges escreveu a “Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã”, proclamando que a mulher possuía os mesmo direitos que os homens e deveria participar da formulação das leis e da política em geral.

Uma pessoa feminista busca conviver em igualdade de direitos, oportunidades e condições. Mas, apesar dos avanços conquistados na sociedade, a mulher ainda é vista apenas como “sexo frágil” por parte da sociedade e sempre em posição inferior em relação aos homens.

Ana dos Santos, 45, professora de literatura brasileira, escritora e pesquisadora do feminismo negro, explica que o movimento feminista ainda enfrenta barreiras porque falta informação sobre a luta contra os privilégios masculinos. “O objetivo é que todos tenham direitos iguais, mas algumas pessoas confundem com a dominação das mulheres sobre os homens. Também é preciso reconhecer que o machismo mata e adoece as mulheres com a exclusão da mulher do mercado de trabalho, tirando a sua independência, com a romantização do casamento e da maternidade, aprisionando essas mulheres em papéis sociais de obediência e resignação.”

Por que o feminismo é tão necessário?

Por definição mais generalista, o feminismo é o movimento social que luta contra a violência de gênero e pela igualdade de direito e de condições das mulheres na sociedade. A feminista Ingrid Farias, 32, que integra a Rede das Mulheres Negras de Pernambuco, garante que feminismo na prática é, por exemplo, se uma vizinha fica com o filho de outra mulher para que ela possa ir a uma entrevista de emprego.

“Esse é o feminismo que especialmente nós, negras, queremos que chegue em todas as mulheres para que entendam que a luta é sobre direitos. O nosso movimento é necessário porque a gente vive em um país em que as desigualdades ainda são gritantes”, conta Ingrid.

Ela destaca ainda que quando se é mulher e mãe, os desafios são ainda maiores. “Quando meu filho nasceu, poucos meses depois precisei voltar ao trabalho. Na época, em uma loja de shopping. Como fazia pouco tempo, eu ainda amamentava e algumas vezes, durante o expediente, o meu seio ficava molhado. Um cliente entrou na loja e tocou no meu seio e ainda disse que eu não deveria ficar assim na loja. Sofri um assédio por amamentar”, lamenta.

Uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de violência no último ano no Brasil, durante a pandemia de Covid, segundo pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Ou seja, cerca de 17 milhões de mulheres (24,4%) sofreram violência física, psicológica ou sexual em 2020.

Ana dos Santos pontua ainda que o feminismo é tão necessário justamente porque mulheres são mortas e estupradas todos os dias. “As mulheres negras estão morrendo mais por Covid-19, sem acesso à saúde e a prevenção, sem trabalho para sustentar suas famílias e metade dos lares brasileiros são chefiados por mulheres que não têm como alimentar seus filhos. O genocídio dessas crianças é um fato do racismo cotidiano na vida das periferias, onde se concentram essas famílias negras.”

O Atlas da Violência 2020 revelou que uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil. Já nos dez anos do estudo, de 2008 a 2018, a taxa de homicídios de mulheres negras cresceu 12,4%, enquanto a das brancas caiu 11,7%.

Movimento social em apoio às mulheres

Nivete Azevedo, 62, professora e coordenadora geral do Centro das Mulheres do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, lembra que ainda quando criança nunca aceitou o fato de meninos terem alguns privilégios e as meninas não poderem nem sentar em uma cadeira da forma mais confortável. “As mulheres tinham essa condição e papel do doméstico, mesmo trabalhando com atividades fora de casa. Aquilo já me deixava bastante intrigada e irritada e eu não entendia.”

O feminismo sempre esteve em sua vida e a vontade de mudar aquele cenário que só prejudicava as mulheres ia crescendo a cada dia. Nivete começou a se envolver com movimentos sociais, principalmente focados no racismo e nas desigualdades. Em 1994 ela conheceu o centro onde atua até hoje.

“A partir daí que eu fui me familiarizar com essa realidade e proposta politica do feminismo. Comecei a enxergar a sociedade por essa ótica, pela visão das mulheres. Queremos um outro mundo com igualdade de gênero e racial, com respeito. O Centro das Mulheres do Cabo foi fundado em 1984 para enfrentar o machismo, o racismo e as violências que as mulheres sofrem. São 37 anos fazendo resistência e alcançando muitas conquistas com essa luta. Isso é o que me move”, conta Nivete.

Por que tantas mulheres não se identificam como feministas

Pesquisas nos Estados Unidos e no Reino Unido revelam que menos de uma em cada cinco mulheres se declara feminista. Para Nivete, isso acontece porque vivemos em uma sociedade machista e a violência contra a mulher ainda é e muito banalizada. “O feminismo se opõe à sociedade machista que mata todos os dias as mulheres por uma cultura que confere aos homens todo o poder de mando e de dominação da vida da mulher. Mesmo com os avanços, de mais de 200 anos da luta feminista, ainda vemos muita violência domestica contra o público feminino, o que foi por meio tempo banalizado, como se a mulher fosse um objeto de posse dos homens.”

A pesquisadora diz ainda que muitas mulheres tendem a apoiar o princípio por trás do feminismo, mas não gostam da palavra. “O que a gente precisa conquistar é ampliar a participação das mulheres nessa possibilidade do conhecimento, da informação, principalmente sobre os seus direitos. O que o feminismo prega é a igualdade de direitos para homens e mulheres, dentro as suas diversidades.”

Uma estratégia fundamental é atuar na formação das mulheres desde a infância. “Justamente porque é desde criança que se ensina que menino pode e menina não pode. Precisamos desconstruir essa educação machista. Não é fácil ser feminista, estamos enfrentando uma cultura secular que tem todas as estruturas já postas, há muito confronto e rejeição. Mas só vamos chegar a uma sociedade igualitária com luta”, diz a coordenadora do Centro das Mulheres do Cabo.

Ingrid Farias concorda que o maior desafio hoje é alcançar essas mulheres que ainda não reconhecem o feminismo como uma ferramenta de libertação de sua autonomia. “Precisamos construir uma narrativa de força política nacional. São muitas batalhas pequenas todos os dias, desde uma creche em nosso bairro, até ter mulheres negras nos espaço de poder”, avalia.

Representatividade na política precisa aumentar

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostraram que apenas 12% dos prefeitos eleitos no primeiro turno das eleições de 2020 foram mulheres. A representatividade das mulheres no parlamento brasileiro também está muito aquém do peso que elas têm no eleitorado brasileiro, que corresponde a mais de 52,5%.

Na Câmara dos Deputados, por exemplo, das de 513 cadeiras, apenas 77 são ocupadas por deputadas, que corresponde a 15%. No Senado somente 12 mulheres foram eleitas para as 81 vagas.

Sobre as diferenças estatísticas de gênero nos espaços políticos em que as leis são debatidas, Nivete argumenta que romper com os padrões do patriarcado pode ser compreendido como radicalismo, mas não tem outra forma de confrontar, é uma luta de disputa. “Os homens não querem abrir mão dos privilégios que eles têm. Nós também queremos o direito de viver com liberdade, dignidade e igualdade”. 

Uma linha do tempo com o que o movimento feminista já fez por você:

1827 – Meninas são liberadas para frequentarem a escola

Apenas em 1827, com a promulgação da Lei Geral, em 15 de outubro, é que mulheres foram autorizadas a ingressar em colégios, o que antes era proibido para o sexo feminino.

1879 – Mulheres conquistam o direito ao acesso às faculdades

O ano de 1879 também foi muito importante para aumentar o acesso das mulheres aos ambientes de educação. Dessa vez, as portas das universidades foram abertas à presença feminina.

1910 – O primeiro partido político feminino é criado

O primeiro partido político feminino surgiu em 1910. O Partido Republicano Feminino tinha como objetivo defender o direito ao voto e emancipação das mulheres na sociedade. 

1928 e 1932 – Mulheres conquistam o direito ao voto

Apenas 18 anos depois da criação do primeiro partido político feminino as mulheres conseguiram votar. Em 1928, o governo do Rio Grande do Norte conseguiu alterar a lei eleitoral, dando o direito de voto às mulheres do estado. Mas só em 1932, o então presidente do Brasil, Getúlio Vargas, promulgou o novo Código Eleitoral, garantindo o voto feminino em todo Brasil.

1962 – É criado o Estatuto da Mulher Casada

Em 1962, as mulheres casadas passaram a não precisar mais da autorização do marido para trabalhar. Isso porque a Lei nº 4.212/1962 entrou em vigor no dia 27 de agosto daquele ano. A partir de então, elas também passariam a ter direito à herança e a chance de pedir a guarda dos filhos em casos de separação. No mesmo ano, a pílula anticoncepcional chegou ao Brasil. 

1974 – Mulheres conquistam o direito de portarem um cartão de crédito

Já imaginou que mulheres não eram autorizadas a ter um cartão de crédito? Somente a partir de 1974 foi aprovada a “Lei de Igualdade de Oportunidade de Crédito”, para que clientes não fossem mais discriminados baseados no gênero ou estado civil.

1977 – A Lei do Divórcio é aprovada

Na década de 1970, as mulheres não podiam se divorciar dos seus maridos, mesmo que estivessem infelizes nos seus casamentos. Somente a partir da Lei nº 6.515/1977, no dia 26 de dezembro de 1977, é que o divórcio se tornou uma opção legal no Brasil.

1988 – A Constituição Brasileira passa a reconhecer as mulheres como iguais aos homens

Em 1988 as mulheres conquistaram mais uma vitória e passaram a ser vistas pela legislação brasileira como iguais aos homens. Essa mudança foi uma consequência direta das pressões da pauta feminista, aliada com outros movimentos populares na luta pela democracia.

2006 – É sancionada a Lei Maria da Penha

Talvez uma das leis mais importantes dos últimos anos no Brasil. Maria da Penha foi vítima de duas tentativas de homicídio e lutou por quase 20 anos para que, finalmente, conseguissem prender o seu marido. A Lei nº 11.340/2002 foi sancionada para combater a violência contra a mulher.

2015 – É aprovada a Lei do Feminicídio

Em 2015, a Constituição Federal passou a reconhecer o feminicídio como um crime de homicídio por meio da Lei nº 13.104.

2018 – A importunação sexual feminina passou a ser considerada crime

Em 2018, a lei que caracteriza o assédio como crime (Lei nº 13.718/2018) foi aprovada. A lei caracteriza como crime de importunação sexual a realização de ato libidinoso na presença de alguém e sem seu consentimento, como toques inapropriados ou beijos “roubados”, por exemplo. Agora, quem pratica casos enquadrados como importunação sexual poderá pegar de 1 a 5 anos de prisão.

domingo, 18 de dezembro de 2022

NOVEMBRO NEGRO, PRESENTE!

 "TRAVESSIAS DE AMANAÃ" (Libretos, 2021) É FINALISTA DE MELHOR COLETÂNEA DO PRÊMIO MILTON JOSÉ PANTALEÃO DE LITERATURA INDEPENDENTE da Academia de Letras do Brasil seccional RioGrandedoSul. Obrigada aos nossos editores Clô Barcelos e Rafael Guimaraens e aos acadêmicos da ABL

@libretoseditora @abletras_oficial



CLUBE DE LEITURAS FEMINISTAS DO COLETIVO bell hooks PSICOLOGIA E POLÍTICAS DO CUIDADO
O coletivo bell hooks: psicologia e políticas do cuidado convida para a experiência de ler coletivamente obras de autoras negras gaúchas. Serão encontros quinzenais, que ocorrerão aos sábados, das 10h às 11h30, de forma virtual. A curadoria das obras e autoras pelas quais iremos mergulhar foi realizada por Nathallia Protazio, integrante do coletivo, escritora e mestranda do PPG de Psicologia Social e Institucional. Nosso objetivo é fomentar a leitura-encontro com autoras contemporâneas que estão produzindo suas escritas em nosso tempo. Essas foram as leituras e autoras selecionas para pensarmos juntes. Serão seis encontros, seis livros, nas datas : 10/09; 24/09; 08/10; 22/10; 12/11; 26/11. Inscrições até a sexta-feira, dia 12 de agosto.
IMPORTANTE: os livros das autoras brasileiras não serão disponibilizados pdfs, pois tratam-se de escritoras atuais, que publicam suas obras de forma independentes. Forneceremos as informações sobre a compra por email após a confirmação das inscrições.






"PRETA POESIA FEMININA" NA FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE
No Teatro Carlos Urbim!  Minha poesia no corpo e na voz de Silvia Duarte 


MEUS POEMAS NO TEATRO DE "CAROLINA DE OUTRAS VOZES"
Outro espetáculo teatral com minha Poesia!
Curta temporada!
Carolina de Jesus foi uma potente voz negra que nos deixou um legado de esperança, de luta e criatividade. Quais são as vozes pretas atuais que dialogam com Carolina?
O Sarau/espetáculo "Carolina e outras vozes" homenageia a mulher que ainda hoje é referência no mundo literário internacional e traz ao palco figuras da cena preta portoalegrense: música, poesia e humor (sim, humor). Ficou curiose? Em breve divulgaremos quem são essas outras vozes e como adquirir seu ingresso!
#paratodosverem
Informações em texto:
Trupi Di Trapu – Teatro de Bonecos, Porto Alegre, Brasil - apresenta
Sarau/espetáculo “Carolina e outras vozes”
25, 26 e 27 de novembro
Local: Cerco Cultural
Descrição da imagem:
Card com fundo amarelo, texturizado com leves rabiscos. À esquerda, um desenho apenas delineado em preto de uma mulher negra representando Carolina de Jesus, de lenço na cabeça. Segura um livro aberto. Seu olhar desvia-se do livro em nossa direção. Tem nos lábios um discreto sorriso.
No topo, centralizado, o logo da Trupi Di Trapu. No canto inferior direito, os símbolos de Libras e Audiodescrição.


BOLETIM "POESIA É DA HORA" NO PROGRAMA "MEU CARO AMIGO" DA RÁDIO CANTAREIRA



FLIPELÔ - FEIRA LITERÁRIA DO PELOURINHO
COLETÂNEA POÉTICA ÁFRICA & BRASIL-KUTANGA (editora Òmnira).
À venda na livraria LDM, na FLIPELô. Mais informações sobre a obra no blog!


"TRAVESSIAS DE AMANAÃ" NA BIBLIOTECA PÚBLICA ESTADUAL
20 DE NOVEMBRO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA NA BPE
No dia 17 de novembro (quinta), a BPE vai realizar o encontro “Autoras negras; leia, ouça e compartilhe”.
Trata-se do relato do processo de criação das escritoras (duas são letristas de música).
Vai ser às 18h, no Salão Mourisco, com entrada gratuita.
O evento vai promover o debate sobre a leitura e a escrita de autoria feminina negra, com leitura de textos e de poesias das autoras.
As obras publicadas por elas serão vendidas e autografadas no local.
A Biblioteca Pública do Estado é uma das instituições da Secretaria de Estado da Cultura.
#cultura #maiscultura #BPE #novasfaçanhasnacultura #diadaconsciencianegra




RODA DE CONVERSA "MULHERES NEGRAS, SAÚDE MENTAL E RACISMO"
👩🏽‍💻👩🏾‍💼👩🏽‍🏫👩🏿‍🔬 Novembro Antirracista Unificado: Sintergs promove roda de conversa com o tema Mulheres negras, racismo e saúde mental
📍 Evento ocorrerá no dia 22/11 (terça-feira), às 18h30, na sede do sindicato
✅ Participam painelistas das áreas de educação, cultura e saúde ligadas ao funcionalismo e a movimentos sociais

O Sintergs promoverá uma roda de conversa com o tema Mulheres negras, racismo e saúde mental, que integra a programação do Novembro Antirracista Unificado. O encontro será no dia 22/11 (terça-feira), às 18h30, na sede do sindicato, e contará com painelistas das áreas de educação, cultura e saúde ligadas ao funcionalismo e a movimentos sociais.

Participam do evento: a mestra e doutora em História Lúcia Regina Brito Pereira; a assistente social e presidenta da União de Vilas da Grande Cruzeiro, Malvina Beatris Souza; a mestra em Psicologia Social e Institucional Tatiane Oliveira, que atua no Programa de Saúde do Servidor (PROSER); e a professora, poetisa e escritora Ana dos Santos, mestra em Estudos Literários Aplicados – Letras.

Segundo Angela Antunes de Souza, diretora do Sintergs, o racismo tem um impacto na saúde mental da população negra, principalmente nas mulheres, que passam boa parte da vida ouvindo que devem ser fortes, o que gera angústia e sofrimento. “O objetivo desta roda de conversa é discutir este assunto, sem tabus, e falar da importância das políticas públicas, da educação e dos coletivos das mulheres tanto no acolhimento quanto no combate ao racismo”, explica a dirigente.

Cerca de 40 entidades, incluindo o Sintergs, estão organizando mais de 45 atividades durante o mês em Porto Alegre, Região Metropolitana e Interior do Estado. As ações integram o calendário do Novembro Antirracista Unificado, construído por movimentos negros, sociais, coletivos e sindicatos.

Em 20 de novembro (domingo), Dia da Consciência Negra, haverá a tradicional Marcha Independente Zumbi Dandara, em Porto Alegre. A concentração será às 16h, no Largo Zumbi dos Palmares, e a caminhada vai até a Praça do Tambor.

Confira mais informações sobre as painelistas:

Lúcia Regina Brito Pereira
Mestra e doutora em História, professora aposentada da rede estadual e municipal de Porto Alegre. Foi presidenta interina do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do RS (Codene)

Malvina Beatris Souza
Assistente social, militante de políticas públicas no território da Grande Cruzeiro, sócia fundadora da Associação de Mulheres Solidárias da Grande Cruzeiro, presidenta da União de Vilas da Grande Cruzeiro

Tatiane Oliveira
Psicóloga na Secretaria Estadual da Saúde, atua no Programa de Saúde do Servidor (PROSER). é especialista em Saúde do Trabalhador e mestra em Psicologia Social e Institucional

Ana dos Santos
Professora de Literatura Brasileira, mestra em Estudos Literários Aplicados − Letras, escritora e poetisa. Faz parte do catálogo Intelectuais Negras Visíveis, da UFRJ, é acadêmica da Academia de Letras do Brasil/RS na cadeira 100


SALVE 20 DE NOVEMBRO!

No dia da Consciência Negra vamos contar com a participação de Ana dos Santos para uma conversa sobre as potências das narrativas negras, indígenas, periféricas, entre outras, no campo da literatura.
Ana Dos Santos é professora de Literatura Brasileira e escritora. Mestra em Estudos Literários Aplicados - Letras/UFRGS, ministra a oficina de escrita criativa “Mulher Negra, Meu Corpo, Minha Voz,”. Tem três livros publicados: “Flor” (Corpos Editora, 2009), “Poerotisa” (Editora Figura de Linguagem, 2019), finalista dos prêmios Livro do Ano de Poesia da Associação Gaúcha de Escritores do Rio Grande do Sul e Milton Pantaleão de Literatura Independente e “Pequenos grandes lábios negros” (Venas Abiertas, 2020) vencedor do Prêmio Milton Pantaleão de Literatura Independente – Categoria Poesia - 2021. Faz parte do catálogo “Intelectuais Negras Visíveis” (UFRJ) e é Acadêmica da Academia de Letras do Brasil/Rio Grande do Sul na cadeira 100 com a Patrona Lélia Gonzales.

LITERATURA AFRO-BRASILEIRA NO PORTO ALEGRE EM DEBATE - TEVÊ CÂMARA
Hoje, a partir das 20h na Tevê Câmara, canal 16 da Net e 11.3 da teve aberta! Prestigie!

GRIÔ - AS SEMENTES QUE VIERAM DA ÁFRICA
OFICINA INTRODUTÓRIA À CULTURA BRASILEIRA
NAS CIDADES MONTENEGRO E VIAMÃO


ANA DOS SANTOS NO PROGRAMA "TEMPERO DA PRETA" DA RÁDIO NEGRITUDE

ENCERRANDO AS ATIVIDADES EM ALEGRETE, TERRA DOS MEUS PAIS!
LEIA MULHERES ALEGRETE PROMOVE A EXPOSIÇÃO "LEIA ESCRITORAS NEGRAS"
Alô, Alegrete! Estou na exposição Leia Mulheres - Escritoras Negras Brasileiras
@leiamulheresalegrete



sábado, 17 de dezembro de 2022

Lei do Ventre Livre não foi motivada por direitos humanos (entrevista que concedi ao portal Terra)

 

Lei do Ventre Livre não foi motivada por direitos humanos

Lei que previa a liberdade de bebês nascidos de mulheres escravizadas foi pensada por escravocatas a partir de aspectos econômicos

Jamile Santana - 28 de setembro de 2022 (portal Terra)
Texto completa 151 anos com impactos profundos na população negra

“Mulheres abortavam seus fetos, minavam seus afetos, para a família não morrer em vida” , o verso do poema “Ventre Livre”, escritora e Mestra em Literatura, especialista em Literatura e Cultura Afro-Brasileira, Ana dos Santos, publicado no livro “Raízes - Brazilian Women Poets in Translation” retrata um pouco do impacto da Lei de Ventre Livre, na vida de mulheres escravizadas. A lei previa que de 28 de setembro de 1871 em diante, as mulheres escravizadas dariam à luz apenas a bebês livres. Hoje, o texto completa 151 anos, com impactos profundos na população negra.
Mulher e criança escravizados

A proposta foi escrita por Visconde de Rio Branco e passou por aprovação do legislativo federal brasileiro, com embates e sob pressão. Segundo o historiador José Murilo de Carvalho, escritor do livro " A construção da ordem: a elite política imperial. Teatro de sombras: a política imperial", a Lei do Ventre Livre, na época recebeu 61 votos a favor e 35 contra. O texto previa que a partir de 28 de setembro de 1871, não nasceria mais bebês escravizados no Brasil, na época um dos países que mais explorava mão de obra negra no mundo. As crianças deveriam permanecer junto de suas mães, nas casas dos escravocratas, até completarem oito anos de idade. Mas o que parecia uma libertação, dava mais tempo para que a mão de obra infantil fosse explorada. 
“É uma lógica muito contraditória. Você tem uma pessoa escravizada e determina que o bebê que nasce desse corpo é livre. Mas a gente sabe que um bebê, uma criança, precisa da mãe para sobreviver, pra se alimentar. Antes da lei, quando uma mulher negra dava a luz, essa criança era retirada dela, enquanto ela tinha que amamentar os filhos das sinhás. Eram chamadas de amas de leite. Então o seu próprio filho ficava sem alimentação. A lei, já nasce dentro desse contexto absurdo”, contextualiza. A Lei do Ventre Livre não teve o resultado prático que seria o mais óbvio: a liberdade dos bebês. Quem nasceu em 1871 só se tornaria efetivamente livre em 1892, aos 21 anos de idade.
Texto da Lei do Ventre Livre, que passou a vigorar em 28 de setembro de 1871

Ainda de acordo com a especialista, os documentos históricos mostram que  a discussão sobre a liberdade das crianças só entrou em pauta por questões econômicas. “Não foi a preocupação com o direito humano, dignidade e assistência que motivou a criação dessa lei. Foi uma questão econômica”. 
De acordo com os papéis históricos do Arquivo do Senado, organizações de fazendeiros, como o Clube da Lavoura, enviaram aos senadores 11 representações contra o projeto da Lei do Ventre Livre. Algumas apontavam o risco de caos social e econômico no Império. As petições somaram 2 mil assinaturas. Para tentar corromper sistema escravagista, muitas mulheres escravizadas praticavam o aborto. “As mulheres escravizadas provocavam aborto porque não queriam ter um filho fruto de uma violência ou não queriam colocar um filho para ser explorado pelo sistema. Era uma forma de resistência à escravidão. No poema eu destaco isso, as crianças cresceram, reproduziram o trabalho escravo vivido pela mãe. Há documentos históricos que mostram que as crianças negras eram um animal de estimação dos filhos da Casa Grande. Não tinham direito a uma vida digna e plena. As leis abolicionistas são uma farsa nesse sentido, porque não tem o povo negro como ponto central”. 

O impacto da lei reverbera até hoje, segundo Iamara Viana, historiadora especialista na História da Escravidão no Brasil. “Do ponto de vista teórico e conceitual, está extinta. foi extinta, com a lei de 13 de maio de 1888, devido a movimentos populares negros, libertos e também de abolicionistas. Mas o que temos hoje são relações trabalhistas que seguem modelos similares de escravização. Hoje temos leis trabalhistas, mas se elas não são cumpridas, temos situações similares à escravidão”.






  • sábado, 5 de novembro de 2022

     

    CASA DE ALVENARIA volume 1: OSASCO - CAROLINA MARIA DE JESUS

    Depois de deixar o "quarto de despejo", Carolina se muda para a tão sonhada "casa de alvenaria"! O diário foi solicitado pelo jornalista que a descobriu: que ela continuasse descrevendo o seu dia-a-dia no seu novo endereço. 

    Carolina ficou "rica e famosa" de um dia para o outro, e é a escritora que mais vende livros no Brasil, tendo o seu "Diário de uma favelada" traduzindo para 21 países e 14 idiomas. Porém, nem tudo são flores...o racismo, o machismo e o preconceito de classe vão perseguir Carolina para sempre... 

    A grande contribuição desse documento histórico, resgatado pela sua filha Vera Eunice e a escritora Conceição Evaristo, entre outros componentes, é justamente a crítica ao mercado editorial. Parece ironia, mas quem construiu a imagem da preta favelada que escreveu um livro, vai querer mantê-la estagnada nessa mesma imagem. Carolina queria escrever ficção, seus poemas, romances, peças de teatro, canções. Mas foi obrigada a continuar escrevendo o diário.

    A nossa escritora só se sente bem porque agora dorme numa casa de alvenaria e tem o pão de cada dia para alimentar seus filhos. As três crianças frequentam a escola e usam roupas novas, mas são agredidas diariamente por serem filhos da favelada, por serem "crias" da favela. "Bitita", agora pode se vestir elegantemente, com vestidos, sapatos, bolsas e acessórios, mas diariamente, oportunistas e espertalhões batem à sua porta pedindo empréstimos, doações e patrocínios para projetos sociais e individuais... 

    O tempo de leitura é escasso, pois Carolina vive dando entrevistas para o rádio, jornal, revistas e televisão e viajando do Oiapoque ao Chuí. Nessa estada em Osasco, a autora começa a refletir se valeu a pena sair da favela... entre tantas outras reflexões que nossa filósofa faz sobre o Brasil, a política, o racismo, o machismo, a educação. É um livro de grande qualidade, assim como "Quarto de despejo", provando a verdadeira força das palavras dessa escritora genial. Virou meu livro de cabeceira e....daqui uns dias eu falo do volume 2. Ana Dos Santos